O que é tontura?

Sensação de "cabeça leve", flutuação, desequilíbrio, impressão de estar caindo e de cabeça rodando. Em torno de 20% a 30% da população já sofreram com alguns desses incômodos característicos da tontura, a terceira queixa mais frequente nos consultórios médicos, atrás apenas da dor e da fadiga. › continuar lendo


O que é Vertigem?

Grande parte das pessoas acredita que tontura e vertigem são sinônimos, mas na verdade a vertigem é um tipo de tontura, caracterizada pela sensação de rotação do espaço. Portanto toda vertigem é uma tontura, mas nem toda tontura é uma vertigem.

A vertigem é o tipo mais comum de tontura (5% a 7%) e o sintoma principal das labirintopatias. Geralmente iniciada de forma súbita, a vertigem pode se manifestar em surtos acompanhados de vômitos, náuseas e dificuldade em manter a fixação da imagem, e pode se tornar um problema crônico que necessita de tratamento contínuo.

A origem mais comum da vertigem ocorre devido a distúrbios do labirinto (orelha interna) ou ao conflito sensorial entre as informações oriundas do aparelho.

 

Por dentro do labirinto

 A vertigem originada no labirinto (orelha interna) acomete aproximadamente 85% dos pacientes e manifesta-se, nos casos mais graves, associada a náuseas, palidez e sudorese. Ela pode ser desencadeada por um estímulo fisiológico, resultante, por exemplo, de viagens de navio ou exposição a brinquedos giratórios, ou por uma disfunção congênita ou acidental de algum dos sistemas envolvidos com o equilíbrio corporal (como o labirinto – orelha interna – e a visão).

 

Tipos de vertigens

Quando a vertigem se manifesta em episódios de crise, é denominada aguda. Esses surtos geralmente começam de forma súbita e têm duração variável, podendo ser únicos, se repetirem isoladamente ou serem frequentes, com intervalos regulares ou não. As vertigens agudas geralmente são intensas e acompanhadas de manifestações neurovegetativas (mal-estar, náusea, vômito, palidez, taquicardia, sudorese), além de alteração do equilíbrio corporal.

As vertigens que se manifestam lentamente e duram longos períodos – cerca de 6 meses – e apresentam efeitos em longo prazo são chamadas de crônicas. Assim como o diabetes, a asma, o Alzheimer e a hipertensão, elas não têm cura, mas os sintomas podem – e devem – ser tratados, beneficiando assim a qualidade de vida do paciente. Elas também podem ser prevenidas por meio do diagnóstico precoce e da mudança de hábitos de vida, além de acesso ao tratamento adequado recomendado por profissional especializado, como um otorrinolaringologista.

As vertigens crônicas também costumam ocorrer subitamente e serem mais intensas durante alguns segundos, minutos, horas ou vários dias. Também podem ser acompanhadas de náuseas e vômitos, além de suor, palidez, mãos frias, palpitações, sensação de desmaio ou perda da consciência. Crises muito severas podem provocar diarréia ou vontade de urinar espontânea e ser impossível ficar de pé ou andar. As modificações da posição da cabeça ou do corpo agravam os sintomas. 

Algumas das vertigens mais comuns são: 

 

Causada por uma dilatação generalizada de uma parte do labirinto (orelha interna), essa vertigem caracteriza-se por crises recorrentes, com duração de minutos a horas, acompanhadas de zumbido, sensação de ouvido congestionado e diminuição da audição. O problema acarreta desequilíbrio corporal, náuseas, vômitos e movimentos oscilatórios e/ou rotatórios do olho (chamados de nistagmo). Os sintomas auditivos sinalizam o início da crise e é aconselhável que o paciente procure um médico quando houver esses sinais.

 

A cinetose se manifesta durante viagens de navio, carro e avião e é provocada pela locomoção passiva do corpo em objetos móveis ou pelo movimento do ambiente visual enquanto o corpo está parado. Esse movimento pode ocasionar náuseas, vômitos, sudorese, palidez e desconforto físico, entre outros sintomas.

A cinetose se manifesta em todas as idades, com maior predominância na infância, devido à imaturidade do sistema vestibular dos bebês e das crianças que, ao serem expostas a movimentações não usuais, podem passar mal.

 

Cientificamente, o termo labirintite é usado apenas para descrever a doença causada pela inflamação do labirinto (orelha interna).  Porém, o termo tem sido erroneamente utilizado para descrever diferentes tipos de doenças que também causam tonturas, vertigens e desequilíbrio corporal. Apesar de também afetar a orelha interna, nem todas as labirintopatias são labirintites. Entende-se por labirintopatias todos os distúrbios do labirinto (orelha interna), inclusive a labirintite.

O sintoma mais comum do problema é a vertigem, que costuma ser acompanhada por náuseas, vômitos, zumbidos, perda auditiva total ou parcial e sensação eminente de desmaio.

 

A vertigem posicional paroxística benigna (VPPB), também conhecida por vertigem posicional ou postural, é uma vertigem intensa que dura menos de 30 segundos e geralmente regride em semanas ou meses, podem ter recorrência em meses ou anos.

Desencadeada pelo movimento da cabeça, a VPPB é mais frequente em adultos e idosos, raramente afetando crianças, e pode se manifestar acompanhada de náuseas, vômitos, zumbidos, movimentos involuntários dos olhos (nistagmo), palidez e sudorese. Alguns antecedentes que podem desencadear o problema são repouso prolongado, trauma crânio-encefálico e infecção do labirinto (orelha interna).

 

A neurite vestibular ocorre pela inflamação do nervo que conecta o labirinto (orelha interna) ao cérebro e geralmente manifesta-se associada aos movimentos involuntários dos olhos (nistagmo), falta de equilíbrio, vertigem, náuseas e vômitos – mas sem sintomas auditivos e problemas neurológicos. Os sintomas são intensos nos primeiros dias da crise e forçam o paciente a permanecer acamado. Normalmente afeta pessoas entre 30 e 60 anos.

 

A pessoa pode nascer com essa labirontopatia ou adquiri-la após uma cirurgia, um processo inflamatório do labirinto (orelha interna) ou um barotrauma – traumatismo causado pela pressão, como acontece em mergulhos mais profundos.

Ela provoca vertigem aguda, perda auditiva, zumbido, plenitude aural (sensação de ouvido cheio), dificuldade para andar em linha reta e perda de equilíbrio.

 

A esclerose múltipla é a doença degenerativa que mais afeta o Sistema Nervoso Central. A vertigem, a falta de coordenação dos movimentos e a dificuldade em articular palavras podem ser os primeiros sintomas da doença. Em alguns casos, a vertigem pode ser aguda, intensa e acompanhada de movimentos involuntários dos olhos (nistagmo).

 

Existem algumas alterações metabólicas que podem causar vertigem. As mais comuns são as disglicemias (hipoglicemia e hiperglicemia) e o diabetes sem controle, além de alterações de insulina, de hormônios femininos e da tireóide, e  de efeitos colaterais provenientes de reposição hormonal.

 

Bastante comum entre adultos e crianças, pode ocorrer antes ou após episódios de dor de cabeça. Seus sintomas são dor de cabeça, sonolência, fadiga, dificuldades de concentração, bocejos, náuseas, visão borrada, palidez, rigidez de pescoço e intolerância à luz e ao som.

 

O barotrauma é causado por alterações bruscas de pressão barométrica, como ocorre em mergulhos e voos. Normalmente, provoca dor intensa e sangramento do ouvido, perda de audição súbita e vertigem.

 

Ocorre em função de uma lesão em vasos sanguíneos ou áreas importantes relacionadas à audição e ao equilíbrio. A vertigem vem geralmente acompanhada de náusea, vômitos e desequilíbrio.

 

Pode ser provocado por acidentes automobilísticos, prática de esportes, agressões, quedas e acidentes de trabalho. Seus sintomas são vertigem, dor de cabeça e desequilíbrio corporal.

 

As drogas ototóxicas (medicações que produzem efeito tóxico sobre o sistema auditivo) alteram o funcionamento da audição (às vezes, com perdas auditivas), do sistema vestibular (responsável pelo controle do equilíbrio corporal) ou de ambos. Antibióticos, antiinflamatórios e uso excessivo de álcool podem provocar dificuldade de coordenação dos movimentos, desequilíbrio e vertigem.

 

Vertigem tem tratamento?

O tratamento da vertigem pode ser feito de diversas maneiras:

 

 

 

 

 

Os medicamentos de escolha para o tratamento das vertigens têm papel fundamental na melhora do paciente e no retorno da qualidade de vida e devem ser indicados por clínico geral ou especialistas como otorrinolaringologista ou neurologista.

As medicações e suas dosagens, assim como as vias pelas quais devem ser administradas, deverão ser indicadas pelo médico de acordo com o quadro e o histórico clínicos do paciente, o diagnóstico, as possíveis reações adversas e as contraindicações referentes à interação com outros medicamentos. Nunca se automedique, nem mesmo com produtos naturais.

As informações sobre saúde contidas neste site são fornecidas somente para fins educativos e não pretendem substituir, de forma alguma, as discussões estabelecidas entre médicos e pacientes. Todas as decisões relacionadas a tratamento de pacientes devem ser tomadas por profissionais autorizados que levarão em consideração as características exclusivas de cada paciente. Não tome nenhum medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.